terça-feira, 30 de setembro de 2014

Quebra

Fui ao tapete e neste momento é lá que estou. Encolhida numa pequena versão daquilo que fui e um espectro daquilo que alguma vez eu gostaria de ser. Não é um tapete agradável, é um tapete de pesadelos, agressivo e incomodo.
Nunca me imaginei chegar aqui, a cabeça não para, vejo e revejo os últimos 5 anos da minha vida, num ciclo à procura de algo para me culpar. No meio desta perturbacao toda apenas quero um canto onde me possa encolher e ficar, ficar sem perturbar e sem ser perturbada.
Gostava de poder voltar atrás no tempo, fazer as coisas diferente, tomar decisoes diferentes. 
Tenho medo das minhas acções terem consequências negativas nos outros, não consigo viver com este peso. A cabeça não para à procura do mais ínfimo detalhe, à procura de um trigger. Quero fugir, de mansinho, de preferência que ninguém se aperceba da minha ausência. Se eu pudesse passar uma esponja, fazer como que de repente não tivesse existido, por nunca lá tivesse passado.
Ironico quere ser anônima e estar aqui a escrever, mas gostava de ser anônima nas minhas acções. O mais neutra possível.



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