terça-feira, 5 de julho de 2016
a paz de(s)interior
A vida é mais fácil quando estamos em paz, quando perdoamos os outros e quando nos perdoamos. É um bocado irónico um mente tão atribulada como a minha falar de paz, sinto necessidade de ter paz...mas não consigo perdoar.
Há muita coisa na minha vida que não sei se quero/consigo perdoar. Anos e anos não aproveitados, atormentados, destruídos e espezinhados. A minha vida podia ter sido bem mais fácil, mas houve sempre alguém que fez questão de a tornar sempre mais difícil... o que fez de mim um pessoa má.
Não tenho problema nenhum assumir que sou uma má pessoa e por vezes uma pessoa má, não o sei ser de outra forma, mas também não ando por aí a enganar ninguém com a mania que sou boazinha. Não fico triste quando faço anos e tenho meia dúzia de cromos (se tantos!!!) a darem-me os parabéns no facebook, não fico triste por não me chamarem minha linda ou minha querida. Não...fuck quero lá saber, também não sou nenhuma beleza e não gosto muito que se metam na minha vida.
Sou anti-social é verdade...quanto menos tempo passo com as pessoas, menos me apetece passar, faz-me confusão aquelas pessoas que estão sempre em festas e jantares e amigos e isto e aquilo, cansam-me...AZAR
Sou uma pessoa que tem por hábito cobrar dos outros, é verdade que já o fiz mais do que faço agoro, porque sempre me dei mais aos outros dos que os outro a mim e isso nem sempre é bem visto por todos mas cansei!!! não esperes dos outros nada...nunca é este o lema de vida se se quer ser feliz
Roleta russa
A grande fobia...a maior fobia de todas...viver à espera do cancro.
Todos os dias somos bombardeados com noticias ou com casos de alguém que conhecemos que tem cancro.
Todos os dias somos bombardeados com noticias ou artigos científicos/opinião sobre alimentos que causam cancro...esta historia dos alimentos é que anda mesmo a dar a volta cabeça, os alimentos são tão processados, as contaminações cruzadas são tantas que hoje em dia é quase uma missão impossível comer correctamente sem ingerirmos porcarias. É o leite cheio de hormonas, são os cereais todos de origem transgénica são as carnes cheias de antibióticos, os peixes cheios de metais pesados e hormonas de crescimentos e os vegetais cheios de nitratos e pesticidas. O que comer, ou como comer.
Sinto que viver é uma roleta russa sempre à espera que apareça um sintoma que nos leve a uma fatídica consulta em que nos dizem sofrermos de uma carcinoma qualquer. Como se não bastasse a porcaria do ambiente profissional que não contribui muito para o apaziguamento desta questão. Trabalhar rodeada de produtos que sabemos serem ele próprios cancerígenos também não ajuda.
É a selecção natural dizem os mais frios, daqui a muitas gerações teremos uma raça que estará perfeitamente e geneticamente adaptada a todos estes alimentos e a todo este ambiente cancerígeno.
Agora digam-me como é que um obsessivo compulsivo consegue viver com este dilema? Não consegue...é um sofrimento de todo o tamanho. É a constante urgência em lavar e descontaminar seja o que for, é a vontade de não comer ou de comer e vomitar. É nestas alturas em que me rendo à doença e encaro que de facto isto é um doença que me consome...que rói...que vai roendo. É nesta altura que a vontade de lutar e de me assumir no mundo vai desvanecendo e a depressão começa-se a instalar devagarinho até perder de novo a luta e aumentar a dosagem de medicação e aí sim, as coisas começam novamente a ficarem mais leves. Desta vez não...chega!!! não vou ceder, não posso ceder.
Todos os dias somos bombardeados com noticias ou com casos de alguém que conhecemos que tem cancro.
Todos os dias somos bombardeados com noticias ou artigos científicos/opinião sobre alimentos que causam cancro...esta historia dos alimentos é que anda mesmo a dar a volta cabeça, os alimentos são tão processados, as contaminações cruzadas são tantas que hoje em dia é quase uma missão impossível comer correctamente sem ingerirmos porcarias. É o leite cheio de hormonas, são os cereais todos de origem transgénica são as carnes cheias de antibióticos, os peixes cheios de metais pesados e hormonas de crescimentos e os vegetais cheios de nitratos e pesticidas. O que comer, ou como comer.
Sinto que viver é uma roleta russa sempre à espera que apareça um sintoma que nos leve a uma fatídica consulta em que nos dizem sofrermos de uma carcinoma qualquer. Como se não bastasse a porcaria do ambiente profissional que não contribui muito para o apaziguamento desta questão. Trabalhar rodeada de produtos que sabemos serem ele próprios cancerígenos também não ajuda.
É a selecção natural dizem os mais frios, daqui a muitas gerações teremos uma raça que estará perfeitamente e geneticamente adaptada a todos estes alimentos e a todo este ambiente cancerígeno.
Agora digam-me como é que um obsessivo compulsivo consegue viver com este dilema? Não consegue...é um sofrimento de todo o tamanho. É a constante urgência em lavar e descontaminar seja o que for, é a vontade de não comer ou de comer e vomitar. É nestas alturas em que me rendo à doença e encaro que de facto isto é um doença que me consome...que rói...que vai roendo. É nesta altura que a vontade de lutar e de me assumir no mundo vai desvanecendo e a depressão começa-se a instalar devagarinho até perder de novo a luta e aumentar a dosagem de medicação e aí sim, as coisas começam novamente a ficarem mais leves. Desta vez não...chega!!! não vou ceder, não posso ceder.
segunda-feira, 9 de maio de 2016
Pessoas tóxicas
durante muito tempo deixei de escrever, talvez porque não tenha sentido necessidade de falar mais sobre o mesmo ou talvez porque as coisas não estivessem assim tão más que me apetecesse vir para aqui desabafar. A verdade é que desde o inicio do ano a vida tem estado mais ou menos dentro dos trilhos, a auto estima pelo corpo começa a aumentar e de repente sinto necessidade de fazer com que o meu corpo volte atrás 8 anos. Bem sei que lá vão uns anos mas estou quase a atingir o nível físico em que estava, preciso de me sentir bem e saber que tenho força, preciso acima de tudo de rodear-me de boas pessoas, com bom astral e fugir daquelas a que quem agora se chamam de tóxicas, mas a verdade é que ela existem e vivo com uma todos os dias...
Em relação ao desmame consegui manter a dosagem e faço planos para em breve a baixar ainda mais, estou decidida. Estou plenamente convencida de que a medicação contribui para os meus transtornos de personalidade e que me torna uma pessoa violenta.
Em relação ao desmame consegui manter a dosagem e faço planos para em breve a baixar ainda mais, estou decidida. Estou plenamente convencida de que a medicação contribui para os meus transtornos de personalidade e que me torna uma pessoa violenta.
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