durante muito tempo deixei de escrever, talvez porque não tenha sentido necessidade de falar mais sobre o mesmo ou talvez porque as coisas não estivessem assim tão más que me apetecesse vir para aqui desabafar. A verdade é que desde o inicio do ano a vida tem estado mais ou menos dentro dos trilhos, a auto estima pelo corpo começa a aumentar e de repente sinto necessidade de fazer com que o meu corpo volte atrás 8 anos. Bem sei que lá vão uns anos mas estou quase a atingir o nível físico em que estava, preciso de me sentir bem e saber que tenho força, preciso acima de tudo de rodear-me de boas pessoas, com bom astral e fugir daquelas a que quem agora se chamam de tóxicas, mas a verdade é que ela existem e vivo com uma todos os dias...
Em relação ao desmame consegui manter a dosagem e faço planos para em breve a baixar ainda mais, estou decidida. Estou plenamente convencida de que a medicação contribui para os meus transtornos de personalidade e que me torna uma pessoa violenta.
segunda-feira, 9 de maio de 2016
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
Desmame versao n+1
Não sei quantas vezes já tentei fazer o desmame. Desta vez nao esta a ser muito facil, a tristeza quase como que começa a invadir-me lentamente e a compulsao em lavar as maos e e medo da contaminaçao começa a instalar-se.
É como se fosse um rio que estivesse a alagar tudo à sua volta muito lentamente...consigo ver a agua a aproximar-se lentamente.
F@!-X@! que trata pegada, só me apetece bater em mim própria depois de umas limpezas tão bem sucedidas e ultrapassadas. Raios que sinto que alguém me começa a amarrar a mãos e a limitar os movimentos. Estou a ficar presa, como é que apenas 12.5 mg nos podem fazer tanta falta...mas eu queria tanto dar a volta a isto.
É como se fosse um rio que estivesse a alagar tudo à sua volta muito lentamente...consigo ver a agua a aproximar-se lentamente.
F@!-X@! que trata pegada, só me apetece bater em mim própria depois de umas limpezas tão bem sucedidas e ultrapassadas. Raios que sinto que alguém me começa a amarrar a mãos e a limitar os movimentos. Estou a ficar presa, como é que apenas 12.5 mg nos podem fazer tanta falta...mas eu queria tanto dar a volta a isto.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
1 ano
1 ano de blogue...32 postagens!
Vento nem vê-lo quanto mais senti-lo. As brisas permanecem e os fantasmas circundam.
Este ano que passou nao posso dizer que tenha terminado com um balanço positivo. Novos fantasmas surgiram e outro se levantaram dos tumulos que eu pensava estarem definitavemnte lacrados.
São fantasmas que incomodam, que gritam e que nao nos deixam viver. Por vezes nem pensar me deixam, sinto-me completamente uma marioneta. Um objecto nas maos de alguem...viver tornou-se mecânico.
Vento nem vê-lo quanto mais senti-lo. As brisas permanecem e os fantasmas circundam.
Este ano que passou nao posso dizer que tenha terminado com um balanço positivo. Novos fantasmas surgiram e outro se levantaram dos tumulos que eu pensava estarem definitavemnte lacrados.
São fantasmas que incomodam, que gritam e que nao nos deixam viver. Por vezes nem pensar me deixam, sinto-me completamente uma marioneta. Um objecto nas maos de alguem...viver tornou-se mecânico.
domingo, 12 de outubro de 2014
Ser ou deixar de ser
Sei que muitas pessoas não entendem, sei que muitas pessoas não percebem.
Sinto um pouco na pele o estigma associado a uma doença mental. "É maluca porque quer" "se tivesse mais que fazer" "se se deixasse de manias", tantas coisas que eu podia escrever...mas a verdade é que esta doença torna qualquer pessoa um inválido é um farrapo.
Totalmente incapacitada...sou eu.
A maior parte das pessoas já viveram uma ou outra situação mais angustiante, agora tentem imaginar o que é viver permanentemente no pico da angústia. É um sofrimento, um desespero constante em que só quero por vezes enroscar-me e esperar que tudo passe. Estranho pensar com fui e como sou! Desesperante pensar como irá continuar a ser...
Cada vez que há uma recaída a situação piora. Piora no sentido em que morre mais uma esperança de que um dia irei ultrapassar esta maldição. Gostaria de pensar que isto se trata de uma bruxaria ou macumba e que um dia irei encontrar um feiticeiro, que com uma reza, mais ou menos elaborada isto vai-se embora.
Gostaria tanto de um dia acordar livre de todos os aguilhões que me prendem, que não me deixam ser plena...que não me deixam ser feliz.
Um dia vou ser...ou deixar de ser ...eis a questão!
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
Brincar
Descobrir a criança que há em nós.
Foi sempre uma expressão que ouvi por aí mas talvez nunca tenha pensado muito a sério no seu significado. Sem me querer vitimizar ou tentar arranjar uma desculpa para justificar a minha personalidade, ou os desvios desta, não tenho muita consciência de ter sido criança e de ter podido brincar. Lembro-me muito de estar sozinha, não ter amigos para brincar. Nunca tive uma amiga confidente e ter um namorado problemático em nada me ajudou.
Tudo isto acabou por ir moldando a minha vida, reconheço isso, mas reverter o processo pode ser mais longo do que o próprio processo natural de degradação.
Seria simples poder reverter os danos causados durante esses anos...brincar sem preconceitos, sem medo de julgar ou ser julgada, sem convicções, crenças ou descrencas, brincar apenas por brincar com a inocência de uma criança.
Sinto-me frágil, apesar de ser adulta e não me lembrar de ter sido criança, por incrível que pareça não cresci. Não me ensinaram a crescer mas partiram do pressuposto que eu devia saber como é que devia fazer isso. A verdade é essa, não fui ensinada a crescer tive de aprender sozinha e descobrir os erros da pior maneira...cometendo-os. nunca ninguém me preparou para vida, apenas para as obrigações da vida, estudar e ir trabalhar. A única coisa que me ensinaram foi que tinha de tirar um curso superior porque senão acabava assim ou assado, mas na realidade nunca me deram outra alternativa. Vida social era algo que não era compatível com estudos.
Ver a recriminação nos outros era algo familiar ou não tivesse eu que me tornar na miúda rebelde para poder sair à tarde ou ir a algum lado...sempre que saia de casa parecia estar a cometer um crime. Por onde andava tinha de andar camuflada para ninguém me ver...para quê? Em que é que isto contribuiu para a minha vida.
Sinto rancor e não posso deixar de o sentir. Não sei se alguma vez o deixarei de sentir...principalmente porque nunca ninguém reconheceu que o que me fizeram não foi correto, pelo contrário tenho a certeza que o voltariam a fazer. As perseguições, a recriminação, a reprovação...afinal estava apenas a tentar ser uma jovem. Talvez por nunca me terem educado para a vida deviam estar preocupados que na minha primeira saída eu chegasse a casa grávida, bêbeda, drogada, casada e não sei que mais...
Tendo em conta como cresci até se calhar não me posso considerar muito má pessoa...completamente negligenciada a nível psicológico sem uma palavra de carinho...
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Ser mãe
E se um dia alguém te sugerisse que não estás a ser uma mãe...apenas estás a desempenhar funções de mãe.
É uma verdade dura mas é acima de tudo a realidade. Neste modo de sobrevivência e instinto de protecção, algures pelo meio, perdeu-se o sentido de mãe. Tornei-me numa criatura de instintos animalescos cuja minha única função consiste em proteger a cria de todos os perigos. Dar-lhe todo oconforto mas acima de tudo proteger a espécie...será o amor ou o instinto mais animalesco a funcionar?
O que é que minha filha vai recordar de mim? Os beijos e os abraços ou as vezes que a mandei lavar as mãos para não ficar doente?
Quero desligar a mente, quero cortar o circuito mas não consigo.
e assim vai o mundo
e assim vai o mundo e assim vao os nuestro hermanos. Como é que é possível que estejam a haver tantos problemas com o ébola em espanha? Como é que é possível que tenham estado à espera de ordens superiores para que só depois de 12 h se desinfecte uma ambulancia...com tanto alarmismo que se vê das duas uma, ou colocavam a ambulancia de lado ou desinfectavam pelo sim pelo nao.
É disto que eu me queixo parece que ninguem tira nada da cabeça. Nao se faz...ai ninguem disse nada!!! mas como é que isto pode acontecer nos dias de hoje. Começo a ser radical e contra mim falo mas antigamente quando trabalhava/estudava nao havia internet, quando tinhamos menos afliçao de trabalho o que é que se fazia? conversava-se ou lia-se sobre algum coisa, estudavamos ou até mesmo...continuavamos a trabalhar ....pois agora o que se faz, tendo mais ou menos trabalho, é estar no facebook.
É disto que eu me queixo parece que ninguem tira nada da cabeça. Nao se faz...ai ninguem disse nada!!! mas como é que isto pode acontecer nos dias de hoje. Começo a ser radical e contra mim falo mas antigamente quando trabalhava/estudava nao havia internet, quando tinhamos menos afliçao de trabalho o que é que se fazia? conversava-se ou lia-se sobre algum coisa, estudavamos ou até mesmo...continuavamos a trabalhar ....pois agora o que se faz, tendo mais ou menos trabalho, é estar no facebook.
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